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A caminhada histórica como Paróquia da Catedral de São Pedro, inicia com a Provisão de agosto de 1736 que criava a Freguesia de São Pedro – foi a primeira paróquia do Rio Grande do Sul pertencente à diocese do Rio de Janeiro.

    Com a chegada de Silva Paes, fundador da cidade - em 1737 – foi erguida a primeira ermida em honra à Sagrada Família – Jesus, Maria e José.

    Em seguida foi erguida a capela de Sant´Ana. Mais tarde foram erguidas duas capelas de precária construção: uma dedicada a Nossa Senhora do Rosário e outra a Nossa Senhora da Lapa.

    Em 1740 a capela Jesus Maria e José precisou sofrer reformas para melhor atender ao culto. Assim sendo, a Matriz foi deslocada para a Capela Nossa Senhora do Rosário entre outubro de 1741 e julho de 1743. Em 1750, uma explosão de barris de pólvora, no paiol, danificou a nova Matriz e, mais uma vez o conserto da frágil capela apenas remediou a situação.

    Em 1751 o Rio Grande de São Pedro é elevado a Vila.

    Em 1752 aqui chegou o General Gomes Freire de Andrada – representante da coroa – para demarcar fronteiras entre Portugal e Espanha. Durante a permanência da autoridade lusa, o Pe. Manoel Francisco da Silva tratou de colocá-lo a par das dificuldades enfrentadas por seus misteres, começando os entendimentos em torno do erguimento de um novo templo. Buscando atender a demanda do vigário, Gomes Freire de Andrada aproveitou os trabalhadores e o material destinado a residência do governador e deu princípio às obras da nova Igreja. Afirmava o comandante luso que era mais certo e necessário acudir a reverencia do Santíssimo Sacramento, ajustando com o vigário dar a capela-mor e a frontaria, enquanto ao povo caberia fazer o corpo da Igreja.

    A 25 de agosto de 1755 nascia a mais antiga Igreja do Rio Grande do Sul e também a mais antiga desde Laguna (SC) até Montevidéu (Uruguai).

    Em 1756 a Matriz de São Pedro inicia sua vida paroquial com a administração dos Sacramentos.

    Enraizada no centro da recente povoação, a Igreja passaria a exercer um papel preponderante como foco irradiador da fé e elemento de concentração de sociabilidade no seio da comunidade rio-grandina.

A paz não foi duradoura e, em 1763, o Rio Grande é invadido pelos castelhanos, tornando nossa cidade, uma possessão espanhola. A população luso-brasileira entrou em pânico e, reunindo o que podia, procurava atravessar o canal passando para a margem norte. A vila ficou quase vazia. Registraram-se saques no comércio, nas casas e também na Igreja.

    A Matriz de São Pedro, presa de guerra, foi utilizada como hospital, despojada dos objetos de culto, das alfaias e até do retábulo do altar-mor que foi arrebatado para o Uruguai.

A Igreja da Matriz sofreu danos incalculáveis durante os 13 anos de ocupação castelhana. A Igreja foi saqueada, desrespeitada, roubada de tudo e, profanada. Os espanhóis de embebedavam, entravam e saiam da Igreja montados a cavalo. A Matriz de São Pedro, além da dilapidação promovida pelos próprios luso-brasileiros, também sofreu perdas irreparáveis com a presença dos espanhóis.

    Em 1776, após operações terrestres e navais, os luso-brasileiros conseguiram a reconquista das terras rio-grandenses do sul.

    A Matriz de São Pedro exerceu papel preponderante no simbolismo da reconquista, realizando-se no seu adro, em 7 de abril de 1776, um Te Deum para comemoração do feito histórico e em ação de graças pela reconquista da vila.

    Em 1835 a Vila do Rio Grande de São Pedro foi elevada a categoria de cidade passando a chamar-se cidade do Rio Grande.

    Em 1856 a cidade é assolada pela epidemia da cólera e mais uma vez a Catedral é chamada a fazer parte deste acontecimento. Como o povo se reunia na Matriz para celebrar o culto e o número de fiéis era muito grande, o seu interior foi pintado várias vezes de cal puro porque diziam que o cal matava as bactérias que transmitiam a cólera, impossibilitando assim a proliferação da epidemia.

    De 1849 a 1937 a velha Matriz (assim chamada de maneira pejorativa), foi alvo de grandes manifestações por parte da Câmara Municipal e representantes da tendência Modernista, que buscavam apressar o processo de demolição da velha Matriz para que ela também se adaptasse às transformações de inovação no sitio urbano, de modo a alavancar seu ingresso ao mundo dos civilizados. Entre os anos de 40 e 90, foram apresentados vários projetos e formadas várias comissões no intento de edificar a nova Matriz. Este fato desperta reações dos defensores da tradição histórica. O novo e o velho enfrentam-se no cotidiano rio-grandino e, mais uma vez, a Matriz de São Pedro foi protagonista deste cenário. Em 1937 a legislação sobre tombamento do patrimônio histórico e artisttico se consolida, o projeto modernizador acaba e o preservacionista firma-se na valorização da antiga Matriz.

    Em 1938 a Matriz de São Pedro é tombada pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e passa por algumas reformas.

Em 1971 foi criada a Diocese do Rio Grande, tendo seu primeiro bispo Dom Frederico Didonet. Com a aposentadoria de Dom Frederico assume Dom José Mario Stroeher em 25 de julho de 1986, que a conduz até hoje. Assim sendo, a velha Matriz passa a chamar-se verdadeiramente Catedral de São Pedro.

    De 1996 a 1997 a Catedral é fechada para restauro e passa a funcionar na capela São Francisco.

    Em 17 de outubro de 1997, a Catedral abre suas portas para prestar culto e reiniciar sua vida paroquial.

    Em 25 de agosto de 2004 tem inicio o ano jubilar.

    Em 25 de agosto de 2005 a Catedral de São Pedro celebra festivamente com todos os setores da sociedade rio-grandina os seus 250 anos de história e evangelização.

    De novembro de 2007 a março de 2008 a Catedral conhece mais um precioso retauro: o telhado foi radicalmente revisado e os marcos mais danificados das portas e janelas, substituídos. Na alegria de podermos transmitir com responsabilidade e amor o que os antepassados nos transmitiram.

"A Catedral de São Pedro é uma sobrevivente a esta avalanche de obstáculos representados pela ação do tempo, pelas intempéries e, principalmente, pelos interesses humanos. Não foi fácil chegar aos 258 anos.
Enfrentando temporais, areias, confrontos bélicos, idéias modernizantes, interesses imobiliários, enfim, as intempéries naturais e as mais variadas idiossincrasias e inconseqüências do ser humano, a Catedral de São Pedro resistiu. Núcleo da formação histórica rio-grandina, a Igreja tornou-se o verdadeiro (ainda que não oficial) símbolo da cidade e, até hoje constitui o marco central da comuna e, junto de seu entorno, representa o grande ponto de encontro das vivências, do cotidiano, ainda mais nesta época de significativa desumanização, da sociabilidade entre os seres humanos.
Perpassando dois séculos e meio, a Catedral de São Pedro, como patrimônio e, portanto, lugar da memória histórica, significa um ponto de inflexão nas inter-relações e articulações, entre o passado e o presente, deixando também uma mensagem para o futuro, na forma de uma simples palavra, mas cheia de sentido e significância, uma única palavra que tem servido para dar sentido à vida dos rio-grandinos que viveram à sombra e protegidos pelas paredes deste nosso templo - perseverança.
Ela não foi destruída, o templo perpassou o tempo, ela esta aqui, não é simplesmente um prédio inanimado, ela é um símbolo, um repositório de lembranças uma guardiã da memória coletivo, um patrimõnio histórico dos rio-grandinos, dos gaúchos, dos brasileiros e, enfim, da humanidade"
(Historiador Prof. Dr. Francisco das Neves Alves) 

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Reunião da Legião de Maria toda a Terça a partir das 15:30 horas

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